Após doze meses de incerteza na economia, as importadoras começam a retomar as vendas e comentam suas perspectivas
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A economia nacional foi pega de surpresa pela crise financeira em meio a uma corrida de investimentos, compras, produção, máquinas e prazos que parecia desenfreada.
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Agora, um ano depois do susto que a indústria tomou com o estouro da bolha financeira, a economia já ensaia caminhar a um ritmo um pouco mais apropriado e, contrariando as más perspectivas do inÃcio do ano, o Brasil dá mais um passo à frente como uma das engrenagens da economia global.
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O Fórum Econômico Mundial divulgou em seu último ranking anual de competitividade que o Brasil ganhou oito posições, chegando ao 56º lugar em 2009. O relatório avalia as condições que os paÃses oferecem para que as empresas possam competir internacionalmente e o Brasil figurou como destaque, visto como uma das nações que melhor se sairão da crise.
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O ritmo interno também é de subida, conforme as recentes estatÃsticas do IBGE sobre o desempenho da indústria. De acordo com o levantamento, em julho a indústria nacional apresentou o maior avanço desde o inÃcio da turbulência financeira, com alta de 2,2% ante junho. De acordo com o economista da LCA Consultores, Bráulio Borges, ?o aspecto que mais chama a atenção é que ao longo do primeiro semestre a indústria subiu devagarzinho depois do tombo do ano passado. Agora começa a ganhar ritmo?, afirmou em entrevista ao Valor Econômico.
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Nestes 12 meses, as empresas importadoras de máquinas e equipamentos superaram os mais diversos obstáculos por conta da freada econômica. Muitas conseguiram enxergar um lado positivo até na dificuldade e aproveitar o momento para se estruturar para uma recuperação. Confira abaixo o depoimento de empresários e profissionais que encararam de frente a crise e agora enxergam um panorama mais claro.
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No inÃcio da crise a preocupação era não conseguir vender as máquinas que já tinham sido importadas com o preço do dólar antigo, mas apesar do susto, mantivemos um volume razoável de negócios. Nossa queda foi de cerca de 25%. Nos planejamos para conseguir driblar o momento de turbulência, baixando os preços das máquinas e oferecendo mais facilidades para que os clientes efetuassem as compras. Também freamos as importações e observamos como as vendas se comportavam antes de qualquer nova compra. Dessa forma, enfrentamos o momento mais severo da crise, que acabou durando menos do que esperávamos.
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Nunca sabemos quando uma dificuldade financeira como esta pode acontecer e acredito que esta experiência serviu para deixar o mercado mais alerta e atentar as empresas para manterem o pé no chão, trabalhando bem e oferecendo as melhores soluções para o cliente. O ano de 2008 foi excelente, mas, se não estivéssemos estruturados, esta crise poderia ter nos derrubado.
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Temos uma boa expectativa daqui para frente. O nosso número de consultas cresceu muito. O empresário quer investir e esperamos que estes negócios surjam nos próximos meses.
Jane Siqueira, vendedora da Vega Máquinas
Fonte: http://www.abimei.org.br/view.aspx?id=454
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